Aqui estou, sentada e melancólica, acompanhando leituras que me fazem me senitr mais humana, mais real...
A vida da gente tem tantos começos, tantos recomeços, e para isso é também preciso que tenha vários finais... E aí é que mora o problema! Assisti recentemente ao longa Divã, com a belíssima Lilia Cabral, e como me identifiquei com a personagem, Deus do céu! Bom ela diz em parte do filme: " Fim nunca é bom, se fosse bom seria começo", e é bem por ai.
Certa vez, num treinamento de emprego qualquer, a instrutora, muito amável por sinal, nossa Selma, leu um texto sobre a Morte. A princípio nos pareceu meio inoportuno falar de morte para tantos jovens alí, prestes a ingressar em uma nova empresa, numa nova carreira..(???) Enfim, ela começou a ler o texto, que inclusive o guardo até hoje com muito carinho, e ele dizia algo como:
Se você quer ser alguem melhor e mais maduro ao longo da vida é preciso morrer..
Quer ser um bom universitário? Então deixe morrer aquele secundarista irresponsável que só estuda para passar de ano...
Quer ser um bom universitário? Então deixe morrer aquele secundarista irresponsável que só estuda para passar de ano...
Quer ser um bom profissional? então deixe morrer aquele universitário cheio de razões que se acha capaz de resolver qualquer questão em seus manuscritos...
Bom, o texto ia falando assim, sobre nossas várias mortes ao longo da vida, e como é verdade tudo isso. É mesmo preciso morrer para se deixar renascer, melhor e mais forte!
A morte nem sempre mensura a ruptura finda de algo ou de alguem, mas também resignifica muita coisa, e muitos relacionamentos, o que pode muitas vezes ser necessário para que consigamos caminhar nas estradas compridas da vida. Monótono seria se seguíssemos sempre ao lado das mesmas pessoas, e dos mesmo lugares não é mesmo?
Daí a tal necessidade de viver e deixar morrer, como diziam os Beattles...rsrs
Mas como disse a Mercêdes do filme, o fim nunca é bom..
E não é mesmo! E aí justifico as pessoas e lugares eternos para cada um de nós..
Da mesma forma que temos pessoas e momentos transitórios, muitas vezes extremamente marcantes, temos também aquelas figuras quase místicas e eternas em nossas vidas. Nossos pais, os avós, aquele primo ou prima que era seu fiel escudeiro da infância, a vizinha que brincava de boneca, o primeiro namoradinho da escola, aqueles professores do primário, os cãezinhos que sempre temos e juramos quando se vão que jamais teremos outro!
Da mesma forma que temos pessoas e momentos transitórios, muitas vezes extremamente marcantes, temos também aquelas figuras quase místicas e eternas em nossas vidas. Nossos pais, os avós, aquele primo ou prima que era seu fiel escudeiro da infância, a vizinha que brincava de boneca, o primeiro namoradinho da escola, aqueles professores do primário, os cãezinhos que sempre temos e juramos quando se vão que jamais teremos outro!
É bem contraditória essa história de morte... mas aprendo a cada dia que precisamos mesmo morrer, por mais que doa. E que deixemos doer, até que se cure, até que morra...
Oportunamente, encerro este meu post com o sábio Drummond!
Amar o perdidodeixa confundidoeste coração.
Nada pode o olvidocontra o sem sentidoapelo do Não.
As coisas tangíveistornam-se insensíveisà palma da mão
Mas as coisas findasmuito mais que lindas,essas ficarão
